23 de mai. de 2012
Amor real
21 de mai. de 2012
Antes de Partir
13 de set. de 2011
Aonde quer que eu vá encontro o mar...
Confesso que foi irônico mudar para cá, afinal eu prefiro mil vezes o campo à praia. Porém tenho dado chance do mar me conquistar. Um de nós tinha que ceder.
Caminhei pela praia outro dia. Adorei ouvir o som das ondas batendo nas rochas. Li uma vez que toda criação foi feita por uma única mão. Mesmo sem ser religiosa é bonito observar a natureza e a força que ela tem. Há algo de misterioso nisso...
Porém quem me visse caminhando pela praia diria que eu era algo que não pertencia àquela imagem. Digamos que não eu não combine. Não me encaixe.
Mas alguma vez na vida me encaixei ou combinei com algo?
26 de out. de 2010
A Magia
Um tempo atrás, talvez usar um imã fosse algo mágico. Caramuru não teria recebido essa alcunha, por usar um mosquetão? Algo desconhecido e assustador para os índios?
Pois...Talvez o que nos falte seja mais conhecimento. Talvez nossa intuição nos diga diariamente que podemos mais...Mas nossa mente não entende. Não lembra. Não processa....
Talvez essa conhecimento tenha se perdido no passado por alguma razão. E é provável que tenhamos merecido.
Gosto de pensar assim. É reconfortante...
( Pensamentos e coincidências...Afinal li o livro o Código Secreto...)
1 de set. de 2010
Ás vezes Nunca
(Gessinger)
Tô sempre escrevendo cartas que nunca vou mandar:
pra amores secretos, revistas semanais e deputados federais.
Às vezes, nunca sei se "AS VEZES" leva crase;
às vezes, nunca sei em que ponto acaba a frase (.,;?!...)
Você sempre soube (eu não sabia),
toda frase acaba num riso de auto-ironia.
Você sempre soube (eu não sabia),
toda tarde acaba com melancolia...
E, se eu escrevesse "CEM" com "S", ou escrevesse "SEM" com "C"?
Por acaso, faria alguma diferença?
Que diferença faria?
O que você faria no meu lugar,
se tivesse pr'aonde ir e não tivesse que esperar?
O que você faria se estivesse no meu lugar,
se tivesse que fugir e não pudesse escapar?
Você sempre soube que eu não conseguiria,
quando a frase acaba tarde, tudo fica pr'outro dia...
Você sempre soube, eu não sabia:
toda tarde acaba em melancolia!
Às vezes, não entendo minha própria letra,
minha própria caneta me trai.
Às vezes, não entendo o que você quer dizer quando fica calada...
Você sempre soube (eu não sabia),
quando a frase acaba o mundo silencia!
Às vezes, não entendo onde você quer chegar quando fica parada.
É como ficar esperando cartas que nunca vão chegar,
não vão chegar com "X" nem vão chegar com "CH".
É como ficar esperando horas que custam a passar,
enquanto ficamos parados, andando pra lá e pra cá...
É como ficar desesperado de tanto esperar,
olhando pela janela até onde a vista alcançar;
é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar!
É como ficar relendo velhas cartas até a vista cansar...
12 de ago. de 2010
Caio F. Abreu e suas palavras
*Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo porque digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora.
*Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
*Não, meu bem, não adianta bancar o distante
lá vem o amor nos dilacerar de novo..."
*Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. "
26 de abr. de 2010
Eu acho que vi um gatinho...

Resolvi abrir a lixeira do prédio. E o bichano estava lá.
" Mais um gato encontrado em poucos dias..." Pensei.
Liguei para o Darlan.
- Achei mais um gatinho. Vê com a vó da tua cunhada se ela quer ele. - Eu disse.
- O que? Tu achou mais um gato?- Respondeu meio rindo...
- Sim. Achei. Preciso encontrar um lugar para ele!
- Que jeito é o gato?
- Preto. Bem pequeno. E parece faminto.
- Tu achou outro gato preto???
- Sim, Darlan. Liga e me retorna.
No dia seguinte levei o gatinho para casa dos pais do Darlan, da onde ele irá para casa da vó da cunhada do mesmo. Quando os pais do Darlan chegaram, sua mãe me disse:
- Tu achou mesmo outro gato????
- É...Eu achei...outro gato...
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Fico feliz que o gatinha que achei da outra vez esteja morando com os pais do Darlan. Ela está linda e muito brincalhona ( fotos abaixo). Agora, esse gatinho, irá para casa da vó da cunhada dele. E possivelmente será bem cuidado e poderei visitá-lo.
Mas repito quantas vezes forem necessárias: Por que um ser humano larga esses animais nas ruas? Por que deixam que suas gatas tenham filhotes se irão fazer uma maldade dessa?
Pobre da criatura que largou esse gatinho na lixeira, se eu o tivesse visto na hora....
Quanto a mim...Faço o que posso. Só não me pergunte como eu tenho uma ligação tão forte com esses animais. De repente eu fui gata em alguma vida passada...Vá saber...

24 de mar. de 2010
Um apólogo ( Machado de Assis)
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
( Dedicado a todas as agulhas e linhas ordinárias que passam pela minha vida )
11 de jan. de 2010
Das minhas esquisitices

Estou morando numa casa ( morava num apartamento) e as gatas resolveram passear pela vizinhança. A última vez a Sophia ( a mais nova) foi na casa da vizinha dos fundos. A senhora deve ter uns oitenta anos. Usa uma bengala como apoio. E resolveu pegar a gata para me alcançar. Disse a ela que iria lá buscar. Mas ela fazia questão de pegá-la. Pelo jeito também gostava de gatos ( ainda bem). Mas ao ver ela largar a bengala, e subir uma rampa...caminhando com dificuldade fiquei assustada. Já pensou se ela cai e se machuca? Ela levou uns bons minutos para mover-se e eu só torcia que a Sophia não resolvesse brincar de pega pega com a senhora...
Finalmente ela me entrega a gata. E eu saio aliviada...
Hoje, ouvi uns barulhos estranhos que não soube identificar. Fui aos fundos e não notei nada de diferente...Voltei para o pc. Passados uns segundos escutei novamente o barulho. E sai pela casa a procura. Entrei no meu quarto e pego a Sophia na minha cama com um pássaro. Fui até ela temendo que ele já estivesse morto. Afinal as duas gatas sempre me aprontam essa de caçar. Entendo que é seus instintos. Mas definitivamente isso não me agrada. Já perdi as contas de quantos morcegos salvei e outros tantos enterrei quando morava no apartamento.
Para minha surpresa o pássaro estava bem...
Feliz da vida por ter evitado a morte do pássaro voltei para sala com ele nas mãos....
Mas... E agora?
Não sabia de que ninho ela tirou ele. E mesmo que eu soubesse não adiantaria muito. Já que a mãe podia não estar lá ou mesmo rejeitá-lo. ( sim eu pesquisei na net). O problema é que eu não faço a menor ideia de como cuidar de um pássaro. Ainda mais um bebê...A net fala muito sobre vários tipos de alimentação. E escolhendo a errada eu colocaria a vida dele em risco...Só o fato dele estar numa casa com dois gatos era um risco...
Consegui dar água e coloquei-o numa caixa...
Fiquei um bom tempo pensando...e lembrei do seu Cassol que tem um viveiro de pássaros. Liguei para um jornal da cidade, que já tinha feito uma matéria com ele, e perguntei pelo telefone. A telefonista não sabia me informar. E eu tinha o número apenas na Câmara. Entretanto entre conversas de msn soube do endereço do senhor e assim consegui o telefone.
Falei com seu Cassol que prontamente pediu que eu lhe levasse o pássaro. Embora eu apenas desejasse dicas de como cuidar dele. Decidi levar a ave para lá que seria o melhor lugar...
A chance dele sobreviver é pequena. Mas existe...Daqui uns dias vou lá ver como ele está.
Aliás lá é um bom lugar de visitar. Quem quiser ir fica na Pinheiro Machado 1161.
Sim, caro leitor(a). Sei que deve estar rindo. A situação é estranha mesmo. Mas eu não ia deixar o bichinho morrer neh...
Esquisitice por esquisitice desse mundo....Eu fico com as minhas....
14 de dez. de 2009
Do meu querer

Queria que você visse que ja não sou como era antes de estar ao teu lado. E que já não sou a mesma de ontem.
Queria que notasse o quanto luto para preservar o melhor de nós dois. Embora muitas vezes as circunstâncias se coloquem contra e as escolhas machuquem.
Queria que visse que embora forte, sofrida, meio maluca...Eu sou muito a menina que adormece nos teus braços. Menina que se viu obrigada a se fechar numa muralha para auto proteção. Entretanto também a menina mulher que tenta se entregar completamente...
Queria que lembrasse o quanto os mínimos detalhes podem fazer a maior diferença...
3 de nov. de 2009
Ele...
Uma noite de repente eu estava deitada em seu colo. Ele me passa um ar de confiança. Ou quase isso, já que me tornei insegura de mais.
Aninhada no corpo dele eu podia sentir seu cheiro. A mistura do perfume com o aroma da sua pele era muito agradável. Sem falar que ele é sempre quentinho... Eu ficaria ali por horas e me sentiria bem...
De um instante para o outro senti seus lábios me tocarem. Assustei-me no início. Era estranho beijar alguém que até então eu via sempre como amigo. Entretanto...O seu beijo era tão doce...Tão quente...E também tão provocante...
Passamos a nos ver quase que diariamente. E ele tem feito a diferença nos meus dias que eram tão cinza...
Eu adoro abraça-lo. Adoro o cheiro que ele tem...Adoro brincar nos seus cabelos e desalinha-los todo. Adoro o jeito dele rir...E ver ele pela manhã é muito bom. Imaginava que não sentiria mais isso....
Nós somos muito diferentes. Eu sou sentimento puro. Sensibilidade. Impulso....Romance...Literatura...E ele é meio que dois em um. Inteligente, nerd, matemático...E tem o outro lado romântico, carinhoso, doce...
Ele vive numa luta interna. O matemático contra o lado romântico. Eu o entendo.Como ele já fui muito ferida...E como ele, tenho coisas em mim que procuro bloquear...
Um dia me disse: "Fomos amaldiçoados com amores que só nos maltrataram e míseros momentos de alegria." Foi a frase mais correta que ouvi. As mentiras, as traições, a humilhação, a mágoa, o desrespeito, a falta de moral e amor ultrapassaram em muito as migalhas de alegria que já vivi.
Eu não esperava me sentir bem perto de uma pessoa novamente. Mas com ele me sinto feliz. Meu coração ainda dói...Mas ele me fez querer lutar e tentar...
Ontem me disse: "Eu quero ser perfeito para você...Quero te dar o amor que você perdeu, porque eu também te amo..."
Sempre seremos diferentes. Sempre seremos imperfeitos...Mas o fato dele dizer isso faz toda a diferença...
"Lights will guide you home.....(...) And I will try, to fix you...
13 de out. de 2009
Escolha

Todos temos livre arbítrio. Somos donos da nossa vida. Seguimos os caminhos que queremos. Parto desse princípio...
Eu lembro de quando te conheci. Um homem meio moleque. Alegre, adorava festas...Brincava com todo mundo. Adorava conversar ao telefone...Quase me enlouquecia com seus toques de celular que eu achava insuportáveis....
Me chamava de colega de copo. Uma leve brincadeira por bebermos juntos. Apesar de você normalmente ficar bebado e eu não...
Lembro de você correndo nas motos. E das minhas reclamações com a sua imprudência...
Lembro que divergiamos em muita coisa. Mas mantinhamos a amizade.
Recordo nosso afastamento. E também depois a aproximação...
Se eu fechar os olhos posso escutar tua risada alta...E os gritos na sacada para todos os teus amigos...Posso reviver você sentado no chão do meu quarto pedindo para ver teu orkut e colocando fotos onde eu que escrevia a legenda para te fazer rir com minhas ideias.
Se eu calar minha consciência dos fatos, me parece que você ainda vive e que pode a qualquer momento chegar e apertar a campanhia como uma criança marota...
Um dia você contou para uma amiga que quase me atropelou na rua...Que eu andava longe, sem perceber minha volta. Ainda fez brincadeira com isso...
Eu sei que isso ocorreu nos dias mais ruins. Onde sentia meu coração doendo. Eu havia sido machucada por quem gostava e não sabia bem como seguir. Dai a decisão de mudar de lugar e recomeçar...
Você amigo foi machucado também. Mais do que nós pudessemos perceber e quem sabe te ajudar...
E você decidiu não mais viver.
Eu respeito tua decisão. Não julgo. Não condeno.
Mas K, o que a gente faz com o sentimento aqui dentro? O que a gente faz com a saudade? O que a gente faz com as eternas perguntas?
Não sei bem o que dizer. Ou como assimilar. Respeito você da mesma forma de antes. Sempre fomos opostos em tudo. Mas meu coração ficou doendo...
E eu nem sei o que virá pra você.
A sua dor parou? Ao menos diminuiu? Como saberei se ficará bem...Como saberei que resta algo após isso.
Fizeste tua escolha...Espero que aja algo mais. E que você encontre seu caminho...
Nos caminhos de teus amigos, ficou o espaço que você deixou...
5 de out. de 2009
Inimaginável
2 de set. de 2009
SOPHIA
Minha gatinha mais nova. O Marley do mundo felino. Sempre alegre e brincalhona. Só mudou quando determinada pessoa saiu da minha vida. Aí percebi que ela se parece cada dia mais com a Bastet. A sophia já bebe água na torneira, dorme nos meus braços, me olha e conversa, pede carinho, igual a Bastet. E como a minha gata preta se apegou a quem não merecia.Nos primeiros dias chorava como eu. Subia na TV ( que agora já não está mais aqui) e ficava com a carinha mais triste do mundo. Tentava rasgar as revistas ( que eu esqueci de levar...agora mando por tele ou jogo fora). E tentava em vão entrar nos sapatos que estavam em uma sacola.
Todas as coisas que ela usava para demonstrar o que sentia pertenciam a quem partiu. Era a maneira dela expor o que sentia. As coisas foram entregues ao dono. Mas o sentimento dela não mudou.
Quando chega um amigo meu, ela corre para porta e em seguida tenta subir no colo. Olha bem dentro dos olhos e quando tem certeza de que não é a pessoa que espera, ela sai e vem para meu quarto.
Me dói ver ela assim. Vez por outra pego ela no colo e choro...
Então numa demonstração incrível de amor real, ela desce e procura brincar comigo. Como se agindo assim pudesse diminuir minha dor.
Eu brinco. Por ela...
Admito que ela me cansa. Mas é bom ver ela correndo pela casa e quase me enlouquecendo.
Por mais que as pessoas possam rir...Encontrei o amor real nesses dois seres maravilhosos. Amor sem mentira. Amor sem traição. Amor sem interesse.
E aja o que houver, vou fazer de tudo para sempre deixá-las bem.
São os meus "xodós"...

