Hoje é assim. É quase tudo espetaculoso.
Feiras de animais, que deveriam ser só de negócios, são leros de duplinhas sertanejas.
Dinheiros públicos são gastos com viagens de " misses" e " rainhas" e assim vai. Se fosse dinheiro particular o cara quebraria.
Agora vejo as feiras de livros. Que legal. Uma procissão de crianças e de pessoas sem ter um puto pila para comprar sequer uma obra decente, desfilam em testemunho de uma cultura postiça.
Com as feiras espantou-se a grossura e varreu-se a ignorância para baixo do tapete.
Mas é a moda. Só um cara quer não depende de ninguém , como eu, para dizer: "e dê-lhe circo ao povo, trazendo celebridades, para que ele fique todo catito e feliz. Sempre foi assim com o pobrerio. Ele fica tontinho com as missangas."
Y siga el corso, com o povo inebriado e " se achando", quando em sua cidade, no correr do ano, nem livraria existe.
Hoje passei quase toda a manhã no Beco dos Livros, na Riachuelo. Verdadeiras obras primas , por poucos " merréis". Obras primas por 10 reais, e os sebos vazios, como se livro tivesse idade, como se livro fosse um carro.
Livro é ouro, não tem idade.
Mas como ficam os políticos se não fazem um feira do livro, com uma Letícia, com um Santana, com um Gabriel o Pensador, com um artista da moda.,.? E dê-lhe gastança com dinheiro público .
Ah! não gostou? É bairrista?
Então pegue seu filho pela mão e faça uma comparação do que custa um livro na feira do livro e um fora dela. Não se importa com isso? Então o problema é seu, é mentalidade de pobre de espírito, gosta de ser enganado.
As feiras do livro teriam que ser feitas de livros usados e doados.
Rio-me internamente, fuçando no ouro, na quietude dos sebos, enquanto os pobres, que tem dinheiro, compram livros novos...
Fiquem frios, não se irritem comigo, sempre tem que haver um, mais avisado, para avisar que o rei está nu.
17 minutos atrás
Olá Vivian, como vai?
ResponderExcluirTambém gosto dos Sebos, tanto os virtuais como os da Riachuelo.
No final dela, quase na livraria do advogado, o dono de um deles dá aulas sobre história do Rio Grande do Sul e a da cultura riograndense.
Os sebos são alternativas pouco conhecidas, principalmente para quem não quer comprar livros com grifes ou publicações da moda. No entanto, sebos têm suas limitações, obras recentes são dificilmente encontradas em sebos e quando achamos o preço esta quase o de um livro novo. Alguns autores também são difíceis de achar, mal chegam e já vendem! Há tempos procuro o Tao da Física do Kapra e o Grande Enigma do Pietro Ubaldi em vão nas minhas idas a Porto Alegre.
Entretanto, se me permite discordar, acho que as feiras têm lá os eu espaço. Penso que não são um balcão de negócios, mas um catalizador de futuros leitores. Fui à feira, achei muitos livros caros, mas comprei algumas coisas que achei interessante. Não enchi um carrinho mas, vim com humildes duas sacolinhas.
Eventos assim são necessários para se tentar criar uma familiaridade entre a população e os livros. Sem eventos e campanhas, naturalmente, deixando ao labor dos ventos, acredito que levaremos muito tempo para nós, brasileiros, sermos bons leitores e consumidores de livros, como são os Argentinos, por exemplo.
Ao passearmos pelo centro de Buenos Aires somos surpreendidos por sofisticadas livrarias, ao estilo da Cultura e da Saraiva e por diversos sebos à moda do centro de Porto Alegre. Todos com o seu público e o seu espaço, alimentados por um povo que sente prazer em ler e em adquirir livros.
Nós, por enquanto,para aproximarmos as pessoas dos livros, precisamos de muitas feiras, e muitas atrações e talvez, vá lá, seja o que Deus quiser, até mesmo duplas sertanejas ...
Um abraço e parabéns pelo blog.
Eduardo Bastos
Olá
ResponderExcluirCompreendo teu ponto de vista. Pode ser que as feiras possam ajudar os brasileiros a se familiarizar com a leitura. Em verdade, espero ao menos isso.
Abraços